Mulheres protagonizam programação do Sesc na 23ª FLIP com destaque para experiências editoriais independentes

Entre os dias 30 de julho e 3 de agosto de 2025, acontece a 23ª edição da Feira Literária de Paraty (FLIP). O Sesc participa com uma programação potente e majoritariamente feminina.Serão 17 mulheres convidadas, incluindo apenas poetas mulheres nas quatro mesas do
primeiro dia de atividades (31/07).

Uma das mesas mais aguardadas da programação é “Vozes Independentes – ExperiênciasEditoriais Fora do Eixo”, que acontece no Café Literário do Sesc na Flip, reunindo duasrepresentantes de editoras independentes do Norte e Nordeste: Aline Cardoso (Editora Triluna, PB) e Sony Ferseck (Editora Wei, RR). A conversa foca nas estratégias decirculação literária a partir da criação de projetos editoriais próprios.

Durante a programação do Sesc na 23ª FLIP, Aline Cardoso também vai conduzir umaoficina de lambes, abordando a poesia como intervenção urbana e ferramenta deresistência visual. A atividade dialoga com o trabalho que ela já vem desenvolvendo emJoão Pessoa com o Sarau Selváticas – primeiro sarau feminista da Paraíba.

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Aline realizouas primeiras ações de poesia urbana da capital paraibana durante a pandemia, por meio delambes colados em muros e becos da cidade, com destaque para um paredão de lambesno Beco Cultural da Cachaçaria Philipéia, consolidando a palavra impressa como forma de presença e afirmação coletiva da autoria de mulheres diversas nas ruas. Aline Cardoso fundou a Editora Triluna em 2019. Professora, escritora, curadora, produtora e gestora cultural, ela comanda a editora paraibana que já publicou mais de 30 títulos, com
foco em autoras negras, nordestinas, dissidentes e marginalizadas.

A Triluna mantém com financiamento coletivo o Edital Afirmativo Lua Negra, voltado à publicação de obras escritas por mulheres, pessoas negras e LGBTTQIAP+, hoje em sua terceira edição. A editora é reconhecida como espaço de experimentação estética e fortalecimento de vozes fora do eixo hegemônico do mercado editorial brasileiro. Uma tese de doutorado defendida na UFRJ em 2023 por Priscila Branco analisou o impacto de projetos como o da Triluna, apontando sua importância como alternativa concreta e revolucionária para ampliar o
acesso e a representatividade na literatura brasileira contemporânea.

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Fonte: ASCOM

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